Calça x Saia
Não entendo porque a igreja, ou algumas igrejas proíbem o uso de calças compridas pelas mulheres. Me ajude a entender o assunto. Quero viver uma vida correta, mas este assunto não está claro para mim.
Minha Resposta Para Você:
Sua pergunta traz um assunto muito polêmico. Espero que você e cada leitor possam ler esta resposta em busca de uma compreensão maior sobre o assunto. As questões polêmicas as vezes exaltam os ânimos, mas é importante lembrar que o respeito e o amor são virtudes supremas de um cristão.
Para que você possa entender o assunto, é importante destacar que a questão do uso de calça comprida pelas mulheres está baseada em dois pontos:
1. Manter as mulheres com uma aparência diferente do homem;
2. Não destacar as formas do corpo da mulher.
Estes motivos tem o seu valor até hoje. No passado, o uso de saia ou calça comprida determinava se uma mulher os cumpria ou não. Os homens, ao usarem calças e as mulheres saias, poderiam facilmente ser distinguidos. Ao mesmo tempo, as longas e folgadas saias, cobriam o corpo sem chamar a atenção para ele. O corpo do homem não era explorado sensualmente, apenas o da mulher. Por isso, ela precisava estar bem coberta e ele não.
Antes de continuar, é preciso entender que na Bíblia encontramos princípios e costumes. Princípios são as orientações imutáveis de Deus para Seu povo. Costumes são as formas usadas para colocar em prática estes princípios. Os princípios nunca mudam, não importa o tempo. Os costumes variam de acordo com a época. As duas palavras que a Bíblia apresenta para descrever o princípio do vestuário cristão são: modéstia e decência. Independente da época, estes dois valores não podem ser esquecidos.
Explicando melhor:
Roupa Modesta – não tem por objetivo chamar a atenção, nem consome excesso de recursos.Roupa decente – cobre o corpo e não chama a atenção para ele.
Roupa Modesta – não tem por objetivo chamar a atenção, nem consome excesso de recursos.Roupa decente – cobre o corpo e não chama a atenção para ele.
Houve uma época na história, anterior ao tempo de Cristo, onde usar roupas de peles era modesto (os camponeses as usavam), e as de tecido eram vaidade. Apenas os mais ricos podiam comprar os tecidos (em apocalipse 15:6 João se refere ao linho como um tecido nobre). Hoje já acontece o contrário. Quem usa roupas de pele foge ao princípio da modéstia, mas quem as usa de tecido pode estar dentro dele.
No oriente, durante o período bíblico (em alguns lugares até hoje) a roupa de homem e mulher eram bem diferentes daquilo que usamos no ocidente, e especificamente aqui no Brasil. O homem usava uma túnica, ou um vestidão e a mulher também, mas com a diferença de que sua túnica possuía uma costura especial entre as pernas, para.protegê-la melhor. Poderíamos até dizer que os homens usavam um vestido e as mulheres algo como uma calça. Hoje a situação esta completamente invertida. Dá para notar, que os costumes mudaram, mas o princípio se manteve, mesmo através de todas estas mudanças.
O mundo tem mudado muito radicalmente nos últimos anos, e a aplicação do princípio tem de ser avaliada. A alguns anos atrás, quando as mulheres usavam saias até a altura dos calça compridados, um homem não poderia ver seus tornozelos pois ficava excitado. A mulher usava saias muito longas, para evitar que isso acontecesse. Hoje, com as mulheres semi-nuas pelas ruas, praias ou meios de comunicação, ver o tornozelo de uma mulher já não representa quase nada para o homem. Por isso mesmo, as igrejas tem entendido que uma saia na altura do joelho é decente, pois não mexe com a excitação masculina.
O problema maior hoje, já não é o comprimento da saia, mas a sua costura. Algumas são até longas, mas são muito justas, outras tem “rachos” que mostram demais. Você veja, como as coisas devem ser adaptadas às tendências e tentações de cada período. Os costumes mudam, exatamente para poder manter os princípios.
Vamos falar da calça comprida, novamente. Até pouco tempo atrás, quando as mulheres estavam exclusivamente em casa, a calça comprida era a roupa do homem, e a saia a roupa da mulher. Só que com a entrada da mulher no mercado de trabalho, foi necessário ter uma roupa que lhe desse a mesma proteção e agilidade que o homem. Ai a calça comprida passou a ser usada pela mulher.
Hoje você tem mulheres que praticam esportes, andam de moto, trabalham em serviços que exigem muita mobilidade, e para todas elas, a calça comprida é a única roupa decente. Com isso, a questão deixou de ser permitir ou não o uso de calça comprida, mas o modelo e o lugar para usa-las, visando não destacar o corpo da mulher e não iguala-la ao homem, bem como ser modesta e decente. O papel da igreja deve ser em orientar as irmãs quanto a estes princípios, de modo que o uso da calça comprida não venha feri-los, mas ao mesmo tempo dar a elas a possibilidade de se adaptar a realidade do mundo atual (mercado de trabalho e independência feminina).
Hoje existe calça comprida para mulher e calça comprida para homem. Existem calça comprida que modelam o corpo, e calça comprida mais folgadas que o cobrem e protegem. Isso deve sempre ser bem diferenciado.
Algumas mulheres perguntam: Se a calça comprida pode ser usada pela mulher, porque não usar calça comprida para ir à igreja? É preciso entender que a igreja é um local solene, tradicional e respeitoso. A saia ainda é a roupa clássica da mulher. Ela é solene e tradicional, por isso combina com o ambiente da igreja. A calça comprida é usada para a “sobrevivência” feminina, no dia a dia, e para que a mulher não acabe se tornando ridícula ou até mesmo provocante tendo de fazer algumas atividades de saia.
Um dos princípios do vestuário, é que ele se adapte ao ambiente. A questão da calça comprida e da saia estão dentro deste contexto.
Gostaria de concluir a questão, deixando claro que acima da questão do uso de calça comprida pela mulher está a questão do respeito. Se eu não concordo, e esta não é minha maneira de pensar, posso ajudar pessoas a verem a questão como eu, mas com amor e respeito. Por outro lado, se uma mulher usa calças compridas, mas isso é um motivo de escândalo em sua igreja ou região, em respeito às pessoas deveria evita-las (ver I Corintios 8). Quando há harmonia entre pessoas, posições e atitudes, o espírito de Deus trabalha melhor.
Maranata!
Fonte: CD Capacitando a Sua Liderança
Arquivado em: Artigos, Assuntos Polêmicos





Adoreiiii,esclareceu muita coisa na minha mente
Sempre preferi as saias,justamente por causa das curvas
Do meu corpo,acho q calça modela mais,odeio chamar atenção.
Mas não tinha o conhecimento que esse artigo me trouxe.
A Paz!
A vestimenta mais importante do discípulo verdadeiro de Jesus é interna e espiritual.
A vestimenta mais importante do discípulo verdadeiro de Jesus é interna e espiritual. Ele já tem removido os panos sujos de pecado e maus pensamentos, e tem os substituído por novas roupas de santidade e entendimento da vontade de Deus (veja Colossenses 3:1-16). Ele procura cada dia ser mais parecido com seu Senhor, e se esforça para desenvolver as atitudes piedosas que Jesus ensinou e demonstrou (Mateus 5:1-12). Essas transformações internas vão modificar seu comportamtento externo, é claro. Ele não vai mentir ou furtar como pessoas mundanas (Efésios 4:25-29). Todos os aspectos da vida dele são colocado sob controle do Deus santo a quem ele serve (1 Pedro 1:13-16).
Através da História, homens e mulheres têm lutado com a questão de como essa transformação interna deve ser refletida exteriormente.Deve o servo de Deus se vestir de um modo diferente do que as pessoas do mundo? Respostas a essa pergunta são quase tão diversas como as modas numa loja de roupas. Alguns argumentam que a vestimenta dos servidores de Deus devem ser completamente diferentes do que as das pessoas do mundo. Resultados de tais pensamentos incluem as trajes tradicionais de ordens religiosas especiais e outras roupas peculiares, como as adotadas pelo povo Amish. Outros vão ao extremo oposto, dizendo que os cristãos devem ser iguais ao mundo e que eles podem seguir todas e quaisquer modas do mundo.
Deus nos ensina como nos vestir
Quando Deus fala sobre algum assunto em todas as épocas da história bíblica, devemos reconhecer que é importante. Por exemplo, ele ensina sobre a permanência de casamento no período dos patriarcas, na dispensação da lei de Moisés, e no Novo Testamento. Enquanto não adotamos do Antigo Testamento leis específicas sobre o casamento, nós entendemos os princípios do Novo Testamento com a ajuda do Antigo Testamento. Percebemos que são diversos os assuntos que são incluídos em todas as épocas de revelação divina: adultério, idolatria, a importância de sacrifícios apropriados, comer sangue, matar, etc. Desde o jardim de Éden, Deus tem orientado seu povo sobre roupas modestas. Vamos procurar entender esse ensinamento, e tenhamos a fé e o amor suficiente para aceitar o que ele diz, mesmo se não o compreendemos (Isaías 55:6-9).
Deus ensina o povo a se vestir com modéstia
Adão e Eva. “Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:25). Na sua inocência, antes de cometer o primeiro pecado, era normal para Adão e Eva estarem nus, mesmo andando no jardim na presença de Deus. A mesma inocência é vista em criancinhas ainda não corruptas pelo pecado. Mas, quando Adão e Eva conheceram a diferença entre o bem e o mal, ficaram envergonhados e imediatamente fizeram algum tipo de roupa mínima (Gênesis 3:7). A palavra usada aqui sugere que fizeram alguma coisa que foi embrulhada no corpo, evidentemente escondendo as partes mais íntimas do corpo. Mas Deus não aprovou esse tipo de roupa. Ele lhes fez uma vestimenta de peles (Gênesis 3:21). Essa palavra sugere um tipo de túnica. William Wilson, em seus Estudos de Palavras no Antigo Testamento, diz que essa vestimenta era um tipo de roupa usado por homens e mulheres que, tipicamente, tinha mangas e caiu até os joelhos, raramente aos tornozelos. O que podemos aprender desse primeiro caso? Deus quer que homens e mulheres usem roupas. Não somos como animais, que não sentem vergonha de sua nudez. Podemos entender, também, que a vontade de Deus desde o princípio é que usemos vestimentas que cobrem o corpo, não meramente alguma coisa embrulhada no corpo para esconder as partes mais íntimas. Cada servo de Deus precisa ser honesto e sincero aqui: as roupas de praia usadas hoje em dia seriam mais parecidas com as roupas que Deus fez, ou com as cintas que Adão e Eva fizeram?
Sacerdotes do Velho Testamento. Ninguém hoje tem motivo para dizer que nós devemos usar roupas iguais aos trajes sagrados usados pelos sacerdotes do Antigo Testamento. Mas, nós podemos aproveitar uma lição importante do motivo que Deus deu junto com algumas regras. Primeiro, ele proibiu altares elevados, para que a nudez do sacerdote não fosse exposta (Êxodo 20:26). Mais tarde, ele acrescentou outra instrução para melhor evitar esse tipo de problema. Ele ordenou que os sacerdotes usassem calção em baixo de suas túnicas para cobrir a sua nudez (Êxodo 28:40-42). Deus especificou que o calção iria “da cintura às coxas”. Deus não queria que esses servos mostrassem as coxas expostas ao mundo. Hoje, homens do mundo tiram suas camisas e mostram suas coxas para todo o mundo na praia ou na rua. Homens que servem a Deus precisam perguntar para si, honestamente, se isso é realmente o que Deus pretendia que o povo santo fizesse.
Roupas peculiares ao sexo oposto. Em Deuteronômio 22:5, Deus disse: “A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais cousas é abominável ao Senhor, teu Deus.” Entendemos que não somos sujeitos às ordenanças dadas por meio de Moisés aos israelitas. Portanto, é esclarecedor entender o que Deus estava dizendo. Ele não estava proibindo que homens e mulheres usassem algum artigo de roupa semelhante. Na época, ambos os sexos usavam túnicas, como ambos homens e mulheres em muitas culturas hoje usam calças compridas. É errado usar esse versículo para condenar as mulheres que usam calças. Mas, Deus quer que mantenhamos distinções entre os sexos (veja, por exemplo, 1 Coríntios 11:14-15). Ele condena as perversões de homens que se vestem e se comportam efeminadamente (1 Coríntios 6:9).
A vergonha da virgem da Babilônia. Quando Isaías profetizou, a nudez era, ainda, associada com vergonha. Quando ele descreveu o povo da Babilônia como uma virgem abusada, um aspecto da humilhação dela era que o inimigo descobriu suas pernas e sua nudez (Isaías 47:1-3). Mas hoje em dia, mulheres do mundo voluntariamente mostram suas pernas e ousam expor sua nudez, sem sentir nem um pouco envergonhadas. Será que tornamos tão dessensibilizados ao pecado, devido à cultura corrupta, que já esquecemos como sentir vergonha? (Veja Jeremias 8:5,8,9,11,12.) Como servos de Deus, temos que ser diferentes, não conformados aos costumes errados do mundo (Romanos 12:1-2). Precisamos saber como sentir vergonha.
A modéstia e bom senso de mulheres cristãs
Agora, vamos ver duas passagens semelhantes no Novo Testamento. “Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)” (1 Timóteo 2:9-10). “Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido” (1 Pedro 3:3-5). Esses trechos não são idênticos (1 Timóteo fala sobre mulheres em geral, enquanto 1 Pedro fala sobre a mulher cujo marido não é cristão), mas há vários pontos paralelos. Vamos estudar alguns pontos chaves.
Jóias. É comum ouvir alguém usar esses versículos para proibir absolutamente todos os tipos de jóias, enfeites de cabelo, etc. Mas esse não é o sentido do texto. A Bíblia, às vezes, usa essa construção (Não faça isso, mas faça aquilo) para enfatizar o que é mais importante, sem proibir o menos importante. João 6:27 é um exemplo claro: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará….” Jesus não está proibindo trabalho honesto para suprir as necessidades da vida (compare 2 Tessalonicenses 3:10; 1 Timóteo 5:8), mas está dizendo que devemos dar muito mais importância às coisas espirituais. Da mesma forma, Paulo e Pedro não proibiram o uso de jóias ou estilos de cabelo, mas disseram que mulheres piedosas devem dar mais ênfase à pessoa interior. É interessante que tanto Paulo como Pedro usaram exemplos do Antigo Testamento para explicar seu ensinamento. No Velho Testamento, jóias eram comuns, até entre as mulheres fiéis a Deus (veja Isaías 61:10; Provérbios 1:9; Gênesis 24:22,30,53). Excessos devem ser evitados, mas esses servos de Deus não proibiram o uso modesto de jóias.
Aqui, é bom observar que os escritos inspirados do Novo Testamento usaram exemplos do Velho Testamento para mostrar como o povo de Deus se veste.
A modéstia começa no coração. Os dois autores, Paulo e Pedro, fazem uma ligação importante entre o coração e as roupas. Algumas mulheres vão insistir em usar o tipo de roupas que elas querem, dizendo que ninguém pode mostrar onde Deus especificamente proibiu mini-saias, ou mini-blusas, ou biquinis, ou roupas muito justas. O problema nesses casos não é a falta de alguma regra específica nas Escrituras, mas a ausência de uma atitude certa no coração. Regras no vestuário não fazem a mulher modesta. Se o coração estiver errado, a mulher não será mansa e modesta.
A modéstia e bom senso. Em vez de dar uma lista de regras sobre vestimenta, Paulo apela à modéstia e bom senso das mulheres. Uma mulher (ou homem!) cujo entendimento é baseado nos princípios das Escrituras e cujo coração é dedicado a Deus, se vestirá decentemente. Ela não vai procurar chamar atenção por meios carnais, pelo uso de roupas dispendiosas ou que mostram o corpo.
Manso e tranquilo. Pedro fala do espírito “manso e tranqüilo” como a base das roupas apropriadas. Paulo disse que nós todos devemos procurar viver uma vida “tranqüila e mansa” (1 Timóteo 2:2). O espírito manso e tranqüilo de cristãos — homens, mulheres e jovens — vai determinar o tipo de roupa que realmente agradará a Deus. Os cristãos farão diferença entre as roupas que refletem um espírito piedoso e as que sugerem carnalidade (veja Provérbios 7:10 — roupas fazem uma diferença!).
Vestindo-se para agradar a Deus
Muitas igrejas erram por inventar regras humanas sobre roupas. Mas, muitas outras erram por recusar a estudar e ensinar, cuidadosamente, o que Deus tem dito, para ajudar cada filho de Deus pensar e se vestir de uma maneira que glorifica o nome dele. Que possamos nos vestir para ele, começando com o próprio coração.–por Dennis Allan