Evite a intoxicação Alimentar

Especialmente ao comer fora de casa, fique de olho nas condições de higiene dos alimentos. Pequenos cuidados evitam problemas e tornam as refeições mais agradáveis.

Prato de saladaSaiba selecionar o que come

Você presta atenção no que come? O descuido com essa questão pode levar a mal-estar, vômito, diarreia, peso no estômago e até febre. Esses podem ser sintomas de uma das piores conseqüências de se ingerir alimentos em más condições: a intoxicação alimentar.

A nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Serviço de Nutrição e Gastronomia do Hospital Bandeirantes, afirma que “a intoxicação alimentar ocorre ao se ingerir alimento contaminado por bactérias. A temperatura e a umidade criam condições favoráveis para a sua multiplicação”.

É importante, porém, fazer uma observação: alguns sintomas da intoxicação alimentar podem aparecer em outras situações, como quando se come muito, devido à difícil digestão da gordura. A especialista afirma que, nesses casos, não há bactérias envolvidas.

Principais tipos de intoxicação alimentar

De acordo com Patrícia, são três as principais bactérias ligadas à intoxicação alimentar:

  • Clostrídeos: Presentes no ar, na poeira e no chão, costumam ser disseminados por moscas e podem estar em conservas como picles, palmito, milho, ervilha e patês. São responsáveis pelo botulismo, uma intoxicação grave que atinge o sistema nervoso.
  • Salmonella: pode estar presente em todos os tipos de carne e nos ovos. ”A contaminação ocorre no animal, antes mesmo do abatimento”, explica a nutricionista.
  • Estafilococos: por estarem presentes na superfície da pele humana, especialmente em torno do nariz e de machucados, um corte na mão de quem está preparando a comida pode contaminar toda a refeição.

O fator verão

O verão é bastante propício para ocorrências de intoxicação alimentar. ”É um período mais quente e as bactérias se multiplicam justamente entre os 10º C e 60º C. Quanto maior aquela sensação de calor, melhor para os microorganismos”, alerta Patrícia.

De acordo com a especialista, um dos principais riscos da alimentação no verão é a falta de controle sobre as refeições feitas fora de casa. “As pessoas vão a praias e clubes e ingerem alimentos de ambulantes, que normalmente não têm armazenamento adequado, ficam fora de refrigeração e dos quais não se sabe a origem nem as condições de higiene”, afirma a nutricionista.

Outra questão é mais cultural e está ligada ao hábito que muitos têm de não colocar os alimentos na geladeira após as refeições. “Deixam no fogão porque vão comer novamente no jantar, aí é só ‘dar uma aquecida’. Quando a temperatura do ambiente está mais quente, o risco de proliferação de bactérias é maior do que nos dias de frio”, afirma a especialista.

Alimentos que exigem atenção redobrada

Os alimentos de origem animal são os que mais exigem atenção no que diz respeito à intoxicação. Desse modo, os fãs de carnes mal passadas devem repensar seus hábitos alimentares. ”É preciso evitar o consumo nessas condições porque a maioria das bactérias é eliminada com temperaturas acima de 75º C e a carne mal passada não chega a isso”, alerta Patrícia.

O mesmo vale para ovos, que não podem estar com a gema crua, frango e peixes, entre outros. “Alimentos crus, como saladas, também exigem muita atenção porque, às vezes, o estabelecimento não os higieniza de forma correta, só lavam na água. O que realmente elimina as bactérias é o processo de clorar as folhas e vegetais”, orienta a nutricionista.

Um dos itens mais lembrados quando o assunto é intoxicação alimentar é a maionese. Por conter ingredientes de origem animal, é preciso, sim, de cuidado na hora de comer. “O ideal é colocar na mesa pouca quantidade em um recipiente pequeno (deixando o restante na geladeira). Em restaurantes, observe se a travessa da maionese está envolta em gelo e em quantias pequenas”, ensina a especialista.

Quando a intoxicação já existe

No caso de já haver intoxicação alimentar, o primeiro cuidado é com a hidratação. “Beba muita água, chás de ervas claras (erva doce, camomila, erva-cidreira). Água-de-coco também ajuda bastante. Pode-se ingerir sucos naturais, desde que a fruta não seja laxativa (mamão e laranja, por exemplo). Prefira opções como maçã ou pêra, sempre sem açúcar”, ensina Patrícia.

A nutricionista explica que leite e derivados deixam resíduos e podem agravar a diarreia, por isso devem ser evitados. É preciso fazer refeições leves, e boas opções são: legumes bem cozidos, purês sem leite, torradas, sopas de legumes e canja sem gordura, até que a pessoa consiga se recuperar, o que, em geral, leva de dois a três dias.

Diante de qualquer desconfiança, é preciso buscar ajuda médica imediatamente, especialmente em se tratando de idosos e crianças. “No caso de um adulto sadio, os sintomas podem desaparecer se forem tratados corretamente, mas, se em dois dias não houver melhora, procure um pronto-socorro para não agravar a desidratação”, orienta a especialista.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s