COMUNICADO

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Estou indignada, chocada e triste mediante ao fato ocorrido no p

É extremamente lamentável um dos três poderes que regem a estrutura da sociedade, no caso a medicina, divulgar tais opiniões. Resumir pessoas, com identidade e cultura própria, a nada! A “salvação” foi posta pelo doutor otorrinolaringologista Ricardo Bento, através de um aparelho com avançada tecnologia, mas da forma mais primitiva se esqueceu do principal: O respeito pelo outro! Sabemos que no Brasil apenas uma minoria pode ter acesso a um implante desses, pois, custa caro. E mesmo que o SUS passe a oferecer a operação/aparelho/tratamento gratuitamente em nível nacional, as pessoas irão passar anos nas filas de espera. Com esta mentalidade divulgada, surge a questão: o que se faz já que a solução, segundo Ricardo, é o implante coclear?

O essencial de reportagens como essa, foi esmagado pela arrogância e ignorância, ao invés de informar atende a interesses de grupos isolados, armados de ideologias capitalistas. O mais importante não foi propiciado, não houve a possibilidade de se ouvir como é a forma de viver e de pensar de uma pessoa surda, a qual possui uma identidade própria. Pode-se verificar que até mesmo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi titulada como “linguagem” e um meio ineficaz para a comunicação entre as pessoas. Faço as palavras de Terje Basilier as minhas:

rograma MAIS VOCÊ, transmitido pela rede Globo de televisão dia 19/03/2009. A mídia brasileira, finalmente, prossegue – com raras e honrosas exceções (TV Cultura) – a sua tradição de repetir as tolices, os preconceitos, as mentiras, os mitos e as falsificações propagados pelo poder do capital, pois, o implante coclear é um procedimento caríssimo. Digo falsificações porque acredito que em um país que se diz “democrático”, todos devem ter o direito de expressar sua opinião, no entanto o que vimos no referido programa de televisão, foi um massacre a tudo que ONGs, Associações, Federações, intérpretes, ouvintes e a comunidade surda, levaram anos para construir e conquistar. O direito de ter uma língua própria, de serem tratados como pessoas capazes e poderem participar, nos mais diferentes âmbitos da sociedade.

 

“Quando eu aceito a língua de outra pessoa, eu aceito a pessoa.
Quando eu rejeito a língua, eu rejeito a pessoa porque a língua é parte de nós mesmos. Quando eu aceito a Língua de Sinais, eu aceito o surdo, e é importante ter sempre em mente que o surdo tem o direito de ser surdo. Nós não devemos mudá-los, devemos ensiná-los, mas temos que permitir-lhes ser surdo.”
(Terje Basilier)

 

  As desigualdades não podem ser sanadas através do enquadramento a um modelo ideal, mas sim através de uma equalização social que proporcione igualdade de escolhas. Portanto se o surdo escolher ser surdo, ele precisa ser respeitado como cidadão e como ser humano. Cabe a sociedade proporcionar condições dignas para possibilitar o seu desenvolvimento psíquico, social, profissional e político; meios os quais podem ser viabilizados através da educação e conscientização, fatores estes capazes de gerar mudanças necessárias.

Estarei divulgando, no intuito de despertar a indignação de outros.

Espero poder contribuir de alguma forma! Contem comigo!! 

Melissa Melo

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