A casa meio abandonada


Isso aconteceu com minha irmã por nome Odete. Somos adventistas há uns dez anos. Certa tarde de sábado, ela desejou sair para fazer algumas visitas em nossa comunidade. Minha mãe ficou com seus filhos e ela saiu para entregar folhetos. Entrou numa vila passando de casa em casa, não sei o porquê, mas ela pulou uma casa que parecia abandonada. Era uma casa baixa e simples. Depois de uns 50 metros, ela sentiu um toque no coração, não era uma simples emoção, ela disse que foi algo que a fez parar. E sentiu uma vontade sobrenatural para visitar a casa simples e baixa que havia passado de lado. Ela bateu palmas e chamou por alguém, e ninguém respondia, parecia que ninguém a ouvia. Depois de alguns momentos sem respostas, o portão estava que meio aberto, ela resolveu empurrar e entrar, particularmente, tenho certeza que foi Deus quem empurrou.

Na cozinha da casa, ela encontrou um jovem que estava com o braço sangrando e o corpo furado e com uma faca na mão. A Odete, minha irmã, ela ficou assustada com a cena, e perguntou o que estava ocorrendo, ele disse que ia “se matar”.

Minha irmã não pensou duas vezes, segurou-o e pegou a faca, e fez o sentar. Muito preocupada, perguntou o motivo do fato. Ele olhou e falou: eu queria me matar, já estava decidido, talvez se você não estivesse chegado logo eu não estaria vivo! Ele continuou: Estou com minha vida acabada, um vazio permanente, uma loucura, sem razão para viver. A odete, sentou-o numa cadeira que havia, e leu versos para ele, não sei que versos foram, o que sei, foi que deu nova esperança para ele.

O interessante é que eu o conheço, e nunca imaginei, que faria isso, ninguém da comunidade sabe disso, a não ser a igreja local. Se a tragédia estivesse acontecido, muitos não entenderiam, pois achavam que ele era feliz, eu diria, “aparentemente feliz”.

Existem pessoas hoje assim, que vivem, sobrevivem, mas não têm razões de viver. Nós adventistas, somos os responsáveis pelas vidas das pessoas. Pessoas estão esperando o nosso momento de agir. E lembre-se: “nunca pule uma casa!”.

Maurício Araújo – É diretor da igreja Adventista de Lagoa do Carneiro e professor na Educação – Acaraú-Ceará

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Um comentário em “A casa meio abandonada

  1. Eu li e achei muito enteressante. As vezes as pessoas vivem sem espectativa de vida, acham q os problemas não podem ser resolvidos, e se esquecem de Deus, mas mesmo assim Deus esta sempre ali olhando pelas pessoas e acredito q se não fosse Deus tocar no coração da moça o menino teria se matado. Deus é tremendo!!!

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